📵 Golpes bancários por SMS e telefone: como reconhecer e o que fazer
Atualizado em agosto de 2026
Recebes uma SMS do teu banco: "Movimento suspeito detetado. Confirme aqui ou a conta será bloqueada." O link parece oficial. É aqui que a fraude começa — e é desenhada para te apanhar no momento de susto.
Como funciona o golpe
Os burlões enviam mensagens em massa fingindo ser o teu banco, os CTT, a Autoridade Tributária ou uma transportadora. A mensagem cria urgência ("a sua conta vai ser bloqueada", "a encomenda está retida") e leva-te a um site clonado, igualzinho ao verdadeiro, onde escreves os teus dados. Às vezes segue-se uma chamada de um falso "gestor de segurança" que te pede códigos "para proteger a conta". Esses códigos são a chave da tua conta.
A regra de ouro
O teu banco nunca te pede, por SMS, email ou telefone, o código de acesso completo, o PIN, os códigos do cartão matriz ou os códigos de confirmação que recebes por SMS. Se alguém te pede isso, é fraude — sem exceções. Um funcionário verdadeiro nunca precisa desses dados: o banco já os tem.
O que fazer quando recebes uma mensagem destas
- Não carregues no link. Nunca. Se tens dúvidas sobre a conta, abre tu a app oficial do banco ou liga para o número que está no verso do teu cartão.
- Desconfia da urgência. Bancos não bloqueiam contas por SMS em dez minutos. A pressa é a arma deles.
- Nunca digas códigos ao telefone. Mesmo que a pessoa saiba o teu nome e alguns dados — esses dados podem ter sido comprados ou vazados.
- Confirma o número real. Os burlões falsificam o remetente para parecer o banco. O número certo é o do teu contrato, não o da mensagem.
Se já caíste
Age depressa: liga imediatamente ao banco para bloquear cartões e acessos, muda as passwords, e apresenta queixa à Polícia (PSP/GNR) ou à Polícia Judiciária. Quanto mais cedo o banco souber, maior a hipótese de travar transferências. Guarda tudo — mensagens, números, capturas — como prova.