🆘 Fui vítima de fraude online: o que fazer, passo a passo
Atualizado em agosto de 2026
Acontece a muita gente, e não é sinal de ingenuidade — os golpes estão cada vez mais sofisticados. Se foste enganado, o pânico é o pior conselheiro. Segue esta ordem.
1. Trava o dinheiro (primeiros minutos)
Liga imediatamente ao teu banco pelo número oficial (o do verso do cartão) e explica o que aconteceu. Pede para bloquear o cartão e travar transferências pendentes. Quanto mais cedo, maior a hipótese de recuperar. Muitos bancos têm linha de emergência 24 horas.
2. Muda as passwords
Se deste dados de acesso, muda de imediato a password do banco e de qualquer conta que use a mesma. Ativa a autenticação em dois passos onde ainda não tiveres. Começa pelo email — é a chave que abre tudo o resto.
3. Reúne as provas
Guarda tudo antes que desapareça: capturas de ecrã das mensagens, o link do site, o número de telefone, comprovativos de pagamento, o anúncio. Estas provas são essenciais para a queixa e para o banco.
4. Apresenta queixa
Faz queixa às autoridades — PSP, GNR ou Polícia Judiciária, que tem uma unidade dedicada ao cibercrime. Podes fazê-lo presencialmente ou, em muitos casos, online. Guarda o número do processo.
5. Comunica a quem for preciso
Se foi num marketplace (OLX, Facebook, Amazon), reporta o vendedor pela plataforma — pode haver proteção ao comprador e ajudas a impedir novas vítimas. Se envolveu o Cartão de Cidadão ou dados fiscais, avisa também as entidades relevantes por causa do risco de roubo de identidade.
6. Vigia as semanas seguintes
Fica atento a movimentos estranhos na conta e a novas tentativas de contacto. Quem já foi vítima uma vez costuma ser alvo outra vez, porque os dados circulam entre burlões. Desconfia de qualquer "entidade" que te ligue a oferecer ajuda para "recuperar o dinheiro perdido" — é, muitas vezes, um segundo golpe.
Errar não te torna culpado. O culpado é quem engana. O que importa agora é reagir com método.